segunda-feira, 5 de setembro de 2011

(...) tinha um imenso ódio de não poder ter aquilo que desejava, aquele louva-deus seu amigo, agora quase cozido na mão suada, tinha que se despedir, queria escondê-lo dentro do bolso, mas sabia que seria descoberto em pouco tempo. Tinha ânsia de independência, de poder ter aquilo que desejava, de dizer o que desejasse sem o recato que lhe era imposto e enquanto colocava o inseto dentre as plantas pra que ele decidisse pra onde ir, guardava a lembrança do drama infantil na memória e o guardaria pra sempre consigo, pra quando estivesse grande suficiente jamais deixaria ninguém dizer-lhe que uma garota não pode ter um inseto de estimação, e se decepcionaria muito consigo mesmo se descobrisse ali, naquela tarde de setembro que quando pudesse tê-lo não o desejaria mais.

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