Uma garota tagarela, sempre dizia o que pensava.
corpos quentes, pernas entrelaçadas
ela jogava jogos impossíveis de ganhar
mas jogava pelo prazer de jogar,
pelo prazer de uma pequena dose de atenção
por um punhado de beijos
acho que ela gostava mesmo dele
impossível saber ao certo, ela era enigmática demais
sempre dizia palavras sussurradas com doçura
que diziam nas estrelinhas o que sentia
ele nunca percebia
suas declarações de amor
talvez assim fosse melhor
talvez se ele percebesse, não a quisesse mais
ela nunca dizia, nunca dizia
se jogava no abismo da tentação
ela não esperava que ninguém a segurasse no final
apenas gostava do prazer de voar por alguns segundos
sabia que nunca poderia ter asas
mas por amor, inventaria um avião.

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