segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Não peço que tire os sapatos, ao entrar na minha casa. ou seria minha vida? entenda como quiser. peço que tire a máscara e a armadura. pode deixar ali naquele cantinho, devolvo na saída. prometo. e não me venha com silêncios ou imobilidades. nada de recuos ou fugas. apenas entregue-se. aqui, o durante, é que importa. o antes e o depois você resolve lá fora, cadeira do analista, bar com amigos, tanto faz. aceite as falhas, engula a pressa. e não me peça para escutar as coisas que você não diz. não leio mentes, não faço jogos. me aceita, me abraça e me recebe. deixa alguma marca, cria alguma história.sou uma mistura de aço e gelo. adicione um pouco de vodca. e sirva-se.

Martha Medeiros

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